Agricultura e Meio Ambiente

Equipe participa de oficina do Consisa e Mapa

Município busca adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA)

O Departamento de Inspeção Sanitária do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Taquari (Consisa) realizou, em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a 1ª Oficina Presencial do Projeto de Ampliação de Mercados de Produtos de Origem Animal para Consórcios Públicos de Municípios (ConSIM) 2022/2023, em Lajeado.

Conforme a médica veterinária Simone Dadall, o encontro teve como abordagem principal a “Ampliação de Mercados de Produtos de Origem Animal para Consórcios Públicos de Municípios”.

O tema foi abordado pela auditora fiscal federal agropecuária Beatris Sonntag Kuchenbecker e pela médica-veterinária coordenadora do programa Suasa do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário dos Municípios da Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (CIM-Amavi), Janaína Dirksen.

A temática principal foi a sensibilização dos gestores municipais acerca do Projeto ConSIM e adesão dos Serviços de Inspeção Municipal ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) através de consórcios.

Foram apresentados vários exemplos de sucesso de adesão a equivalência Sisbi-POA em diversos consórcios e municípios do Brasil que, por meio da versão do Projeto ConSIM Piloto, se adequaram e hoje podem comercializar seus produtos em todo território nacional.

“Através da oficina todos puderam agregar mais conhecimentos sobre a elaboração e implantação dos autocontroles e terem um primeiro contato com a consultora Letícia Vieira, responsável pela orientação e acompanhamento dos estabelecimentos indicados a receberem a consultoria. Foi mais um passo na busca da adesão e equivalência ao Sisbi.”

 

Garantir a qualidade

A médica veterinária Letícia Vieira, consultora do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), que será a responsável pela orientação e acompanhamento dos estabelecimentos indicados a receberem a consultoria, palestrou sobre a elaboração e implantação dos Programas de Autocontrole. 

O objetivo principal é garantir a qualidade e inocuidade dos produtos de origem animal comercializados, assunto que pôde ser debatido entre os médicos-veterinários do Sistema de Inspeção Municipal, os responsáveis técnicos e os proprietários dos estabelecimentos que se fizeram presentes no evento.

 

Visitas aos municípios

A equipe do Mapa, também composta pelo agente de Inspeção Sanitária e Industrial de Produtos de Origem Animal, Mateus Silva de Lima, ainda se deslocou até os municípios de Doutor Ricardo e Marques de Souza para visitar os estabelecimentos indicados para receberem a consultoria, sendo eles: D’Vian Embutidos, em Doutor Ricardo e as agroindústrias Miralac e Favo de Mel, em Marques de Souza.

O prefeito Fábio Mertz (PP) e o Secretário da Agricultura Diego Bazzo participaram da programação. “Somos parceiros na busca por novas oportunidades aos empreendedores. Tudo vai refletir em mais desenvolvimento, emprego e renda”, afirma Mertz.

 

Para saber

O Consisa está entre os 28 consórcios públicos que chegaram à segunda fase do Projeto ConSIM, sendo selecionados e qualificados para receber orientação e capacitação para conseguir a adesão ao Sisbi-POA.

O Sisbi-POA faz parte do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) e busca padronizar e harmonizar os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal para garantir a inocuidade e segurança alimentar.

 

Édson Luís Schaeffer/Divulgação

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Com incentivos, três gerações permanecem na propriedade

Famílias apostam na criação de aves para aumentar a renda e jovens continuar no meio rural

Em Picada May, a família Gross, Brum e Keil são um dos exemplos de quando a Administração Municipal cria projetos para estimular o empreendedorismo, todos ganham e o município se desenvolve.

O casal Ari e Gelsi Gross, a lado das filhas Ângela e Angélica, dos genros Paulo Gilberto Brum e Aldemir Keil e dos netos Willian e Felipe, há seis anos iniciam um projeto de construção de três aviários no modelo Dark House para garantir uma renda fixa e melhorar a qualidade de vida no interior. São 140 mil aves alojadas.

Agora, com incentivos da Secretaria Municipal de Obras e Agricultura, a família Brum iniciou a preparação do terreno para erguer mais duas estruturas para alojar 106 mil aves por lote. O investimento passa de R$ 2,8 milhões.

Vamos ter três gerações trabalhando juntas na propriedade. É algo muito gratificante para nós. A ajuda da prefeitura é essencial para este sonho virar realidade e conseguirmos crescer, aumentar o nosso rendimento e produzir mais alimentos”, destaca Paulo.

O filho Willian está contente e já se prepara para administrar o empreendimento no futuro. “Aqui me sinto um dos donos e posso contribuir para tornar a atividade cada vez mais rentável. Na cidade seria apenas um empregado, com salário fixo e poucas perspectivas de crescimento dependendo da área que iria atuar.”

 

Emprego e renda

O prefeito Fábio Mertz (PP) e o Secretário Municipal da Agricultura, Diego Bazzo, visitaram as obras. “Trabalho, renda, emprego e sucessão. Aqui sentimos orgulho de dizer o quanto nosso projeto ajuda no desenvolvimento do interior e reflete na cidade. Para investir é preciso criar condições e este é o nosso compromisso com cada empreendedor que queira ampliar suas atividades”, afirma Mertz.

Desde 2021 foram construídos 16 galpões para alojar frangos de corte e com capacidade de alojar 852.210 aves. A produção registrou aumento de 38%.

 

Foto Giovane Weber/FW Comunicação

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Morangos orgânicos transformados em negócio

Casal mantém cultivo de 10 mil mudas em área coberta no sistema de fertirrigação

Ao passar pela rodovia BR-386, em Linha Perau, interior de Marques de Souza, chama a atenção o cultivo de morangueiros de ambiente protegido da família Arend. A atividade foi uma das formas encontradas por Sandro, 35, e mulher Maira Schlosser, 30, de retornar para a lavoura após um tempo trabalhando como empregados na cidade.

Tudo começou há sete anos com a mãe de Sandro, dona Rosvita. “Ela queria ter uma renda extra e escolheu os morangos. A gente enxergou além e ampliou o cultivo, com novas técnicas e no sistema orgânico.”

Em 2015, com um investimento de R$ 12 mil, aplicados na construção da estrutura e a compra de 2,5 mil mudas, a cultura passou a incrementar os lucros na propriedade, antes dependente da produção leiteira. Hoje, são quatro áreas cobertas e 10 mil pés em frutificação, das variedades San Andreas e Albion.

O cultivo é feito sobre bancadas, em sacos de substrato, onde o consumo de água e adubação é controlado, técnica denominada de fertirrigação. “Torna o serviço menos penoso, aumenta a produtividade e reduz custos”, destaca.

A oferta de frutas é constante entre os meses de agosto e fevereiro. Além da venda direta na propriedade, às margens da rodovia, os morangos são destinados para consumo in natura em mercados e fruteiras da região.

 

Mudas da Espanha

As mudas são trazidas diretamente da Espanha, congeladas com temperatura de -2 graus, em sacos com o mínimo de 500 mudas. Após a chegada, são descongeladas e plantadas em sacos de substrato durante o mês de abril. As primeiras frutas são colhidas após quatro meses. A cada dois anos é aconselhado renovar o pomar para manter a produtividade estável.

 

Controle biológico

Entre os segredos para colher uma fruta saudável e graúda está a dedicação. “Mudas com procedência, espaço arejado, substrato bem formulado, adubação na medida certa, controle de pragas, estrutura adequada, poda e cuidado diário. Outro ponto importante é o sol e a temperatura. O ideal é ela ficar sempre em 28 graus para manter a produção estável.”

Sandro e Maira destacam o controle biológico como diferencial. “Nunca aplicamos qualquer tipo de agrotóxico. As pragas e doenças são combatidas com produtos naturais. Percebemos um aumento na procura por alimentos saudáveis e isso nos motiva a ampliar a oferta.”

Outro ponto fundamental é a entrega logo após a colheita. Enquanto a fruta proveniente da Ceasa e outras regiões produtoras do Estado chega aos pontos de venda em até cinco dias, a do casal está nas gôndolas em no máximo quatro horas.

“Mantém a vitalidade, o sabor e quando conservada na temperatura ideal, tem vida útil de até 10 dias. No futuro a ideia é montar uma agroindústria para beneficiar o morango e diversificar o negócio, com a venda de polpa e suco.”

 

Atividade inspiradora

O prefeito Fábio Mertz (PP) visitou a propriedade e elogiou o trabalho realizado pelo casal. “É uma atividade inspiradora, com a oferta de um alimento saudável e livre de agrotóxicos. Nosso foco está na geração de renda e emprego, tanto na cidade como no campo. A gestão municipal sempre busca incentivar os jovens, como é o caso do Sandro e da Maira, a permanecer no meio rural ou até mesmo voltar para empreender.”

 

Fotos Giovane Weber/FW Comunicação

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Programa Troca-troca beneficia 160 produtores

Neste ciclo, o Programa Troca-Troca de Sementes de Milho Safra e Safrinha, beneficia 160 produtores do município. Conforme dados da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente foram encomendadas 430 sacas por 133 famílias para a Safra e outras 88 sacas por 27 famílias para o ciclo da Safrinha, cuja semente será entregue na segunda metade de dezembro.

 

O programa foi criado em 1988 com o objetivo de estimular a produção de milho no Rio Grande do Sul.

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Produtores recebem adubo orgânico

Nos últimos dias 21 produtores do município receberam uma carga de adubo orgânico (cama aviária) com 27 metros cúbicos cada. Conforme o técnico agrícola Michel Battisti, o insumo foi comprado com recursos da Consulta Popular 2019/2020 no valor de R$ 52.151,00 e contrapartida do município de R$ 9.889,00.

Os produtores rurais beneficiados foram indicados pelo conselho da agricultura. De acordo com o Secretário Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Diego Bazzo, o incentivo ajuda a diminuir os custos com insumos químicos e repõe os nutrientes no solo, melhorando o desenvolvimento e a resistência das plantas.

 

Para saber

A cama aviária é o resíduo final da engorda de frangos em granjas e possui uma concentração muito alta de matéria orgânica além de ser rico em nutrientes, principalmente nitrogênio e fósforo, importantes para a fertilidade do solo.

 

Foto Divulgação

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Marques de Souza implanta coleta seletiva de lixo

Gestão dos resíduos sólidos e destinação correta contribui com a qualidade ambiental e preza pela sustentabilidade

Com o objetivo de reduzir a quantidade de lixo produzido, incentivar o reaproveitamento e a reciclagem de materiais e auxiliar na preservação dos recursos naturais, a cidade passa a ter coleta seletiva de lixo a partir do dia 13.

Este novo formato de recolhimento prevê a separação do lixo em orgânico (compostável), reciclável (seco) e rejeito (comum), sendo que os resíduos deverão ser colocados em sacos separados e depositados nos locais indicados apenas nos dias e horários de coleta.

De acordo com o prefeito Fábio Mertz (PP) a implantação do programa de coleta seletiva demonstra a preocupação do governo municipal com a gestão dos resíduos sólidos, destinação de forma correta e assim contribuir com a qualidade ambiental e prezar pela sustentabilidade.

“Vamos nos antecipar ao marco regulatório e cumprir mais uma promessa de campanha. Tivemos sete empresas no processo licitatório e conseguimos uma economia muito boa, pois o valor a ser aplicado ficou bem abaixo da projeção. Agora cabe a nós, população, fazer a separação correta para alcançar o resultado desejado e necessário ao meio ambiente.”

 

Campanhas educativas

O próximo passo é intensificar os trabalhos de divulgação e educação ambiental, a fim de orientar e estimular toda população a participar ativamente do programa e realizar a separação correta dos resíduos de acordo com suas características e destiná-los aos locais adequados, nos dias e horários de coleta.

Segundo o coordenador do Departamento de Meio Ambiente, Elemar Camargo, a importância da coleta seletiva é justamente a redução dos impactos ambientais do consumo. “Quando separamos o lixo ou o que sobrou do que consumimos, facilitamos muito o seu tratamento e diminuímos as chances de impactos nocivos para o ambiente e para a saúde da vida no planeta, incluindo a vida humana.”

A coleta do lixo comum, ou rejeito, continuará nos mesmos moldes já feitos até o presente momento. O que muda é a coleta seletiva a qual ocorrerá uma vez por semana, sempre às quintas-feiras, em toda a área urbana do município (inclui-se nesta os distritos de Bela Vista do Fão e Tamanduá).

Camargo lembra que o projeto foi apresentado à comunidade no ano de 2019 pelo Departamento de Meio Ambiente Univates, de Lajeado, através de reuniões e treinamento à líderes comunitários de diversos segmentos como comércio, Emater, Agentes Comunitárias de Saúde, líderes religiosos, recicladores e comunidade em geral.


Mudança de hábito

O vice-prefeito e Secretário Municipal de Saúde e Assistência Social, Lairton Heineck (Republicanos), enfatiza que o município inicia um processo de mudança de hábitos por meio da separação e, principalmente, da conscientização de que o cidadão é responsável pelos resíduos que gera em sua residência.

“O sucesso do programa de coleta seletiva dependerá da participação, engajamento e empenho de toda comunidade, visando um município cada vez mais limpo, organizado, sustentável e feliz de se viver.”

 

Como funciona

Coleta Seletiva

Quem mora na zona urbana ou nos distritos deve colocar na frente de casa nos dias de coleta (sempre nas quintas-feiras, a partir das 7h), o lixo reciclável.

 

Lixo comum ou rejeito

Deverão ser embalados em sacos ou sacolas plásticas e colocados na frente de casa nos dias de coleta, conforme cronograma.

 

Lixo orgânico

Este deve ser utilizado na horta, composteira ou para alimentar animais.



Separe em casa

Resíduo Reciclável (seco): jornais, papéis, revistas, papelão, cadernos, embalagens longa vida, tampas de garrafas, sacos e sacolas, garrafas PET, copos e potes descartáveis, plásticos e embalagens em geral, latas de aço, alumínio e embalagens metálicas em geral, isopor, copos, pratos e outros objetos de vidro, fotografias, espuma, acrílico, espelhos, cerâmica, porcelana, entre outros.

 

Resíduo Orgânico (compostável): restos de comida, cascas de legumes, frutas, cascas de ovos, erva mate, borra de café, sementes, restos de varrição da casa, podas de jardim, guardanapos de papel usados, entre outros.

Importante: em vez de mandar o resíduo orgânico para a coleta, faça sua composteira em casa. Use o adubo na horta, vasos de plantas e jardim.

 

Resíduo comum: lenços, bitucas, cotonetes, papel higiênico, fraldas, absorventes, entre outros.

 

Resíduos especiais

Verdes: resíduos de podas, plantas, galhos e troncos. Depositar em locais de fácil acesso para a coleta. Em caso de maiores volumes, agendar o recolhimento com a Secretaria Municipal de Obras pelos telefones (51) 3705- 1081 ou (51) 9.9615-6724 (WhatsApp).

Volumosos: móveis, sofás, colchões, camas, armários, entre outros. Se estiverem em bom estado, deverão ser encaminhados para doação. Quando não for possível a doação, o proprietário deverá desmontar o móvel e reutilizar todos os materiais possíveis. Mais informações pelos telefones (51) 9.9626-5334 (WhatsApp) ou (51) 3705-1145 com o Departamento de Assistência Social.


Construção civil: restos de concreto, tijolos, entulhos de metal, entre outros. Estes deverão ser destinados a empresas de Tele-entulho especializadas para o recolhimento e fica sob responsabilidade dos proprietários/geradores a sua contratação e pagamento de eventuais despesas.


Lâmpadas, pilhas, baterias e eletrônicos: conforme sistema de Logística Reversa (Lei Federal n° 12.305/2010), os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes devem receber e dar o destino final adequado dos resíduos das lâmpadas. Então procure o local onde adquiriu o produto para fazer a devolução.


Óleo de cozinha e vidros: armazene as sobras do óleo de cozinha em garrafas PET e leve até os pontos de coleta localizados: prefeitura, subprefeitura de Bela Vista do Fão e Tamanduá, Supermercado STR e AC(Centro).


Embalagens de agrotóxicos: devem ser tríplice lavadas e entregues na campanha anual de recolhimento, em parceria com a Fundação Pró-Rio Taquari, conforme calendário de divulgação.


Resíduos de saúde: sobras de medicamentos, frascos de remédios, seringas e outros materiais usados. Levar diretamente no Posto de Saúde Municipal durante todo o ano.


Fotos Divulgação

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Casal aposta na produção de ovos

O investimento chega a R$ 1,3 milhão e capacidade de alojar até 20 mil galinhas por lote

Adão Tadeu Rodrigues da Silva e Izanete Brunheira, de Linha Atalho recebem incentivo da Secretaria Municipal de Agricultura para implantar uma granja de produção de ovos. O investimento chega a R$ 1,3 milhão e capacidade de alojar até 20 mil galinhas por lote

“Vamos entregar em média 16 mil ovos por dia. Este auxílio é fundamental para podermos diversificar a nossa renda, hoje dependente da atividade leiteira”, destacam.

O casal possui um rebanho de 22 vacas em lactação. São entregues para a indústria em média 700 litros de leite a cada dois dias. A decisão de investir no segmento avícola tem o objetivo de garantir maior estabilidade financeira.

“Além de ser uma atividade que exige muito esforço físico, o preço oscila muito. Somente no último mês o valor do litro reduziu em R$ 0,60. Isso representa uma queda de R$ 6 mil em relação ao mês anterior.”

O primeiro lote deve ser alojado até fevereiro de 2023. No momento as obras se concentram na terraplenagem.

 

Galinhas soltas e felizes

O modelo de produção adotado será livre de gaiolas, seguindo uma tendência mundial. Além de ficarem soltas no galpão, terão um espaço aberto ao ar livre. Apesar de exigirem mais cuidados e mão de obra, o valor da matéria-prima aumenta comparado com o produto convencional.  

Entre as vantagens, Izanete cita o bem-estar dos animais. A ideia é fazer com que as aves fiquem no hábitat natural.

 

Emprego e renda

As obras de terraplenagem foram visitadas pelo prefeito Fábio Mertz (PP) e pelo secretário Diego Bazzo. “Este é nosso compromisso. Gerar renda, emprego e possibilitar o aumento do faturamento para que nossas famílias possam viver com mais dignidade e qualidade de vida”, destaca Mertz.

Bazzo destaca a importância de diversificar no meio rural para garantir estabilidade financeira e quem sabe no futuro despertar o interesse pela sucessão nos negócios. “Nós estimulamos os produtores a ter mais de uma atividade e assim conseguirem se manter, aumentar o seu faturamento e caso de perda em algum segmento, ter o outro para suprir.”

 

Crescimento

No município a atividade está em franco crescimento. Com o projeto do casal, são quatro granjas já instaladas e uma outra está em fase de transição, onde a criação de frangos será substituída pela de ovos.

Quando todos os aviários estiverem em atividade, por lote serão alojadas mais de 96 mil aves. A produção média por dia chegará a 76 mil ovos.

 

Foto Giovane Weber/FW Comunicação

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Assinado protocolo de intenções para aderir ao Sisbi-POA

Município está entre os dois do Vale do Taquari a encaminhar o pedido junto ao Consisa

O casal Zilda Regina da Costa e Paulo Gottardi, de Linha Perau, proprietários de uma agroindústria de Mel, encaminharam o pedido de adesão ao Sisbi-POA no fim de 2013. “Como não conseguimos, depois aderimos ao Susaf, para conseguir vender em outros municípios.”

A adesão ao novo modelo de inspeção, segundo Zilda, representaria um aumento de até 30% nas vendas. “Temos uma grande rede de supermercados de Santa Catarina que está interessada em vender nosso produto, sem falar dos demais clientes que transitam pelo BR-386, enxergam a agroindústria, compram e depois pedem para enviar por transportadora e não podemos. Ter o Sisbi seria uma grande conquista.”

Outra mudança será o atestado de qualidade. Conforme Zilda, o Susaf garante apenas o certificado dentro do RS e muitos clientes levam o mel para outros Estados do Brasil. “Mesmo sabendo de todo cuidado e que estamos dentro da legislação vigente, temos receio de uma hora dar algum problema com a fiscalização e sermos penalizados.”

O casal possui aproximadamente 1.200 caixas e mais alguns parceiros produtores espalhados em todo Vale do Taquari e mais alguns fora, sempre em regiões mais altas ou longe de lavouras. Por ano a produção chega a 45 mil quilos. 

 

Novas oportunidades

O prefeito Fábio Mertz (PP) e o Secretário da Agricultura Diego Bazzo participaram da assinatura do protocolo de intenções junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que visa formalizar os compromissos pactuados no Projeto de Ampliação de Mercados de Produtos de Origem Animal para Consórcios Públicos de Municípios (ConSIM).

“Somos, além de Doutor Ricardo, o único município do Vale do Taquari a demonstrar interesse em receber orientação e capacitação para conseguir a adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). Representa novas oportunidades de mercado para nossas agroindústrias, mais empregos e renda”, destacam.

O protocolo foi assinado pelo presidente do Consisa e prefeito de Itapuca, Marcos José Scorsatto, e pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes. Pelo consórcio do Vale do Taquari também participaram da cerimônia o diretor executivo, Nilton da Silva Rolante. A cerimônia ocorreu na tarde de ontem, na 45ª Expointer, em Esteio.

“Estar entre os 28 consórcios selecionados para participar de todo este processo mostra a seriedade e a preocupação com a qual tratamos a questão da inspeção sanitária”, frisa Scorsatto.

 

Excelência na inspeção 

Para a médica veterinária Simone Dadall, é um passo e desafio muito importante para o Sistema de Inspeção Municipal (SIM). “Iremos qualificar ainda mais o serviço, buscando a equivalência do mesmo com a inspeção federal. O Sisbi eleva o nível de excelência da inspeção, sempre com o objetivo final de levar um produto seguro e de qualidade ao consumidor.”

As próximas etapas consistem em capacitar e preparar os Serviços de Inspeção vinculados aos consórcios e o assessoramento técnico para as agroindústrias de produtos de origem animal pelo período de 12 meses.

Para obter a equivalência dos seus serviços de inspeção junto ao Mapa, é preciso comprovar que as medidas de inspeção higiênico-sanitária e tecnológica praticadas permitem avaliar a qualidade e inocuidade dos produtos de origem animal com a mesma eficiência do Ministério da Agricultura.

As agroindústrias de carnes, leite, pescados, ovos, mel e respectivos derivados estarão aptos a comercializar seus produtos em todo o território nacional.

 

Fotos Divulgação

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Abertas inscrições do Programa Bolsa Juventude Rural

O Programa Bolsa Juventude Rural da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) do Governo do Estado está com inscrições abertas até o dia 5 de julho.

Serão destinadas até 712 bolsas no valor total de R$ 2 mil a serem pagas por projeto, a partir do agosto. Assim, cada beneficiário receberá R$ 200 por mês, durante dez meses, independentemente da data de concessão/contratação. 

Os critérios de enquadramento dos jovens - que devem ser estudantes do 2º ou do 3º ano do Ensino Médio de escolas públicas ou estaduais, ter entre 15 e 29 anos de idade, Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e renda inferior a R$ 125 mil por ano. 

O edital pode ser encontrado na íntegra no site https://www.agricultura.rs.gov.br/bolsa-juventude-rural. Mais informações pelo telefone (51) 9.9634-9513.

 

Foto Divulgação

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Inspetoria emite alerta sanitário para raiva herbívora

Veterinária orienta produtores a vacinar ou revacinarem seu rebanho para prevenir a doença

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) emitiu esta semana alerta sanitário para a raiva dos herbívoros e está orientando os produtores rurais a vacinar ou revacinarem seu rebanho para prevenir a doença.

De janeiro até a primeira semana de junho deste ano foram registrados 39 focos em 20 municípios. Em todo o ano de 2021, foram notificados 48 focos em 21 municípios.

Os municípios com focos identificados neste ano são Barra do Ribeiro, Bossoroca, Caçapava do Sul, Caiçara, Candiota, Cerro Grande do Sul, Eldorado do Sul, Glorinha, Gravataí, Itacurubi, Muçum, Novo Hamburgo, Santa Margarida do Sul, Santiago, Santo Antônio das Missões, São Borja, São Gabriel, São Lourenço do Sul, São Sepé e Unistalda.

“Nós estamos esperando um grande aumento no número de focos no Rio Grande do Sul, por isso este alerta sanitário, para que os produtores tenham consciência da necessidade de proteger seus animais”, alerta o coordenador do Programa de Controle de Raiva Herbívora da Secretaria da Agricultura, Wilson Hoffmeister.

 

Cuidado com a captura

 De acordo com a médica veterinária Mariane Gomes, da Inspetoria Veterinária de Marques de Souza, os produtores devem comunicar imediatamente caso percebam animais com sintomas ou encontrarem refúgios de morcegos-vampiros.

“Não tentem capturá-los por conta própria. Este procedimento deve ser feito somente pelos Núcleos de Controle da Raiva do Estado, devidamente capacitados e vacinados contra a raiva.”

As equipes são acionadas pelas regionais da Secretaria da Agricultura sempre que houver laudo positivo para raiva em herbívoro ou se forem constatados altos índices de mordedura em animais de produção (como bovinos, equinos, ovinos e suínos) em determinada região.

 

Para saber

Em 2021, foram emitidos dois alertas sanitários nos meses de junho e outubro. A raiva herbívora é transmitida pelo morcego hematófago Desmodus rotundus. Alguns esconderijos habituais destes morcegos são troncos ocos de árvores, cavernas, fendas de rochas, furnas, túneis, casas abandonadas, entre outros. Para mais informações, acesse: https://www.agricultura.rs.gov.br/pncrh-rs.

 

Foto Divulgação/Seapdr

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Inicia a Declaração Anual de Rebanho

Obrigatória para os produtores rurais, processo se estenderá até 31 de outubro. Formulários específicos deverão ser preenchidos para cada tipo de espécie animal que seja criada na propriedade, como equinos, suínos, bovinos, aves, peixes, entre outros.

O produtor deve ir até a Secretaria da Agricultura, entre às 7h30min e 11h30min e das 13h às 17h, de segunda a sexta-feira, e informar verbalmente os dados a serem lançados de sua propriedade. Outra opção é acessar o link www.agricultura.rs.gov.br/declaracao e preencher virtualmente o questionário.

 

Foto Giovane Weber/FW Comunicação 

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Encomenda de milho Troca-troca

A Secretaria da Agricultura informa que está aberto o período para encomenda de sementes de milho do Programa Troca-troca SAFRA 2022/23. O prazo encerra dia 17 de junho para os pedidos da etapa Safra.

Na semana seguinte, de 20 a 24 de junho, é possível encomendar sementes para a etapa da Safrinha. Cada produtor poderá solicitar até 6 sacas de sementes de milho por etapa.

Lembrando que para ter direito ao programa é preciso ter Talão de Produtor na cidade. As encomendas serão feitas na Secretaria da Agricultura, localizada no Subsolo da Prefeitura. 

 

Variedades selecionadas

LG 36700 (Convencional)

LG 36799Vip3 (Transgênico)

SH 5050 (Convencional)

SH 7990Pro3 (Transgênico)

Sempre22S18Pro2 (Transgênico)

Kws K9822Vip3 (Transgênico)

Biomatrix BM3063Pro2 (Transgênico)

 

Observação – estas variedades foram selecionadas pelos técnicos da Emater e Secretaria da Agricultura. No catálogo existem outras opções disponíveis aos produtores na hora da encomenda.  

 

Foto Divulgação

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Com incentivos produtor ampliará granja de suínos

Família Wessel recebe auxílio para construir um novos galpão e alojar 1,2 mil animais

O suinocultor Paulo Wessel, 51, da localidade de Alto Tigrinho, pretende investir R$ 1,4 milhão em um novo galpão para alojar até 1,2 mil suínos por lote. Com ajuda do filho Daniel, 24, da filha Daiane, 19, e da mulher Isolde, 46, administra uma granja com 3,2 mil animais alojados.

“Iniciamos na atividade faz oito anos. Estes incentivos concedidos pela prefeitura nos permitem fazer novos investimentos, garantir a sucessão, ter mais renda e qualidade de vida.”

Os animais chegam com peso entre 22 e 33 quilos e são abatidos com média de 146 quilos. Cada lote permanece alojado até 145 dias. Além da tecnologia implantada nos galões para facilitar o trabalho e elevar a conversão.

Wessel aposta em um outro equipamento, o acelerador de compostagem, comprado de uma empresa de São Paulo. “Os animais mortos são triturados e depois viram um composto orgânico dentro da máquina em poucos dias. Torna o processo mais sustentável.”

 

Vontade de investir

Para o filho Daniel os incentivos propiciam inúmeros benefícios. “Será importante para aumentarmos a nossa produção, investir em tecnologias e melhorar a produtividade. Ao mesmo tempo, melhoram a nossa qualidade de vida e nos motiva a permanecer na propriedade da nossa família e investir nela.”

As obras devem iniciar depois da aprovação do financiamento bancário e a liberação da integradora.

 

Modernização das propriedades

O prefeito Fábio Mertz (PP) visitou a propriedade e ressaltou a importância de manter e incrementar os auxílios ao setor primário. “Ficamos extremamente felizes em ver estes jovens investindo. Estamos cientes dos desafios e dificuldades enfrentadas, mas, graças aos incentivos, conseguimos auxiliar na modernização da infraestrutura, na ampliação da produção e assim manter a missão de produzir alimentos.”

 

Fotos Giovane Weber/FW Comunicação

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Bônus Leite beneficia 164 famílias

O município efetuou o pagamento do Programa Bônus Leite no valor de R$ R$ 168.120,00. De acordo com o prefeito Fábio Mertz (PP) o pagamento é feito ao produtor com base na movimentação financeira registrada em seu talão durante o ano de 2021 com a atividade. “Equivale a 1% de todo montante registrado ao longo de 12 meses.”

Juntas, as 164 famílias beneficiadas, venderam 8.904.722 litros e movimentaram R$ 16.717.505,13. “O setor leiteiro é muito importante para a economia do município, com grande impacto social e o que mais envolve produtores no meio rural.”

 

Os dez primeiros colocados

Produtor

Litros vendidos

Valor movimentado

Bônus

Localidade

Luiz Carlos Barkert

284.205

R$ 609.114,00

R$ 6.100,00

Linha Perau

Rafael Luiz Stacke

271.001

R$ 571.393,00

R$ 5.720,00

Picada May

Paola Closs Wommer

236.060

R$ 504.096,00

R$ 5.050,00

Sede

Waldi Deicke

206.558

R$ 423.937,00

R$ 4.240,00

Linha Bastos

Gabriela Degasperi

211.331

R$ 414.875,00

R$ 4.150,00

Tamanduá

Marcio Derli Scherer

198.575

R$ 393.173,00

R$ 3.940,00

Linha Orlando

Carlos Henrique Arend

192.281

R$ 386.448,00

R$ 3.870,00

Picada Serra

Sérgio Alfredo Eckhardt

166.978

R$ 343.472,00

R$ 3.440,00

Alto Tigrinho

Vilson Claiton Auler

160.158

R$ 305.003,00

R$ 3.060,00

Linha Atalho

Dorival Irineu Stacke

137.061

R$ 296.091,00

R$  2.970,00

Linha Perau

 

Foto Giovane Weber/FW Comunicação

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Agricultura e Meio Ambiente

Descarte corretamente o óleo de cozinha

A partir do mês de maio, o município, através do Departamento de Meio Ambiente, vai dispor de bombonas em locais estratégicos para o descarte ambientalmente correto do óleo de cozinha usado.

Segundo o coordenador do Departamento de Meio Ambiente, Elemar Camargo, este, ao ser descartado, deverá estar acondicionado em recipiente fechado, preferencialmente em garrafas PET, as quais deverão ser depositadas íntegras dentro das bombonas.

“Além de não causar prejuízos ao meio ambiente, o material reciclado serve para produzir sabão, biodiesel, tintas e outros produtos.”

 

Locais

  1. Prefeitura Municipal – Centro Administrativo
  2. Subprefeitura do Distrito de Bela Vista do Fão
  3. Subprefeitura do Distrito de Tamanduá
  4. STR Supermercado
  5. Restaurante e Lancheria Bella Marques

 

Foto Giovane Weber/FW Comunicação

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Agricultura e Meio Ambiente

Agroindústria mantém tradição de produzir melado

Receita é preservada por gerações. Diferencial do produto está na qualidade e no fato de ser natural, sem uso de conservantes  

Marques de Souza – O cultivo de cana de açúcar, iniciado há mais de 60 anos como fonte de alimento para os animais na propriedade da família Fuchs, em Tamanduá, virou uma fonte de renda com a construção de uma agroindústria em 2009.

A estrutura, erguida com auxílio da Emater e secretaria da Agricultura, ajudou na legalização de todo processo e abriu novos mercados. São respeitadas todas as normas de higiene exigidas para o processamento, que se inicia na colheita da cana, na moagem, no processamento e na expedição do produto.

“Este é nosso diferencial, a elaboração de um produto natural, sem conservantes, de qualidade, e respeitando o meio ambiente”, destaca Rudimar.

Fuchs enaltece a tradição de produzir melado para o consumo familiar, porém, percebendo a necessidade de partir para o comércio formal, tiveram a necessidade de construir e legalizar o negócio, realizando cursos, investindo no prédio e em equipamentos adequados.

“Isso facilitou nosso trabalho, pois estamos num ambiente saudável, adequado, e produzindo alimentos que fazem bem para a saúde das pessoas.”

 

Falta de matéria-prima

O corte e preparo é feito entre uma e duas vezes por semana, conforme disponibilidade de tempo. São processados em média 50 quilos por moagem.  No entanto, a demanda é bem maior, mas em função da falta de mão de obra e aliado à estiagem, a oferta de cana de açúcar caiu em 40% na lavoura e prejudicou o rendimento.  

“O canavial não se desenvolveu com a ausência de umidade. São três anos de seca seguidos. Não temos sucessores e por isso não conseguimos aumentar a oferta e nem a área.”

São três hectares de cana da variedade branca e o corte é feito sempre num intervalo de 18 meses, dentro de condições normais de clima. Para obter um produto de qualidade, o grau brix precisa chegar a 17. A produção de melado é feita durante o ano todo, com maior procura sempre nos meses de inverno.

Entre os segredos para ter um produto de qualidade, Fuchs destaca os cuidados com o solo, na hora de cozinhar e de esfriar no batedor. “São detalhes que fazem toda diferença.”

A venda, em diferentes embalagens (a granel e potes), é feita diretamente na casa, localizada de frente para a BR-386, em mercados e fruteiras de toda região.

 

Saudável

Segundo Diego Bazzo, secretário da Agricultura, a agroindústria Fuchs é um empreendimento de cadeia curta, ou seja, a matéria-prima é produzida e processada na propriedade, e a produção, comercializada diretamente ao consumidor.

“Com isso, o produtor agrega valor à sua produção e o consumidor pode adquirir um produto mais nutritivo e saudável”, afirma.

 

Fotos Giovane Weber/FW Comunicação

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Agricultura e Meio Ambiente

Veterinária alerta sobre os perigos da carne clandestina

Campanha reforça importância do consumidor observar se o produto está dentro das normas exigidas por lei

O Serviço de Inspeção Municipal faz um alerta à população sobre os perigos do consumo de carne sem procedência ou de origem clandestina.

Conforme a veterinária Simone R. Dadall, o objetivo é avisar e fazer advertência acerca do problema, lembrando a importância de observar se o produto foi inspecionado e possui a garantia de qualidade.

Entre os aspectos que devem ser analisados pelo consumidor ao comprar carne, os destaques são o selo de inspeção presente nas embalagens ou no caso das carnes in natura o carimbo de inspeção e a forma como os itens são acondicionados.

“Ao adquiri-las, deve-se observar a presença do selo de Inspeção, seja ele municipal (SIM), estadual (Cispoa) ou federal (SIF), que atestam a qualidade da mercadoria, se a forma de armazenamento do produto estão conforme a indicação do rótulo (temperatura de estocagem) e as condições higiênico-sanitárias dos estabelecimentos”.

Ela reforça que os açougues, casas de carnes e demais estabelecimentos que comercializam carnes in natura e demais produtos de origem animal devem ter alvará expedido pela Vigilância Sanitária do município.

Além disso, sempre que solicitado, estes devem demonstrar, através de notas fiscais e demais documentos comprobatórios, a origem dos produtos de origem animal vendidos.

 

Evite produtos irregulares

Conforme Simone, a ingestão de produtos obtidos a partir do abate clandestino, sem a devida inspeção veterinária oficial, pode causar intoxicações alimentares e ser veículo de zoonoses, ou seja, doenças transmitidas pelos animais aos seres humanos.

Entre estas estão a teníase, a cisticercose, a tuberculose, a brucelose e a toxoplasmose, todas patologias graves e que podem levar à morte. “A principal dica é prestar atenção na procedência do alimento.”

A carne clandestina é um grande risco e a investigação inclusive poderá ser remetida à polícia, tendo em vista que um grande montante de carne clandestina é proveniente do roubo de cargas no País e do abigeato praticado na zona rural.

 

Importante

Os produtos de origem animal devem conter na embalagem o carimbo do Serviço de Inspeção, que pode ser: Federal (SIF), Estadual (SIE) e Municipal (SIM). É a garantia de que o alimento foi produzido de acordo com as normas higiênicas e sanitárias.

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Agricultura e Meio Ambiente

Casal aposta na produção de morangos sem agrotóxicos.

São três estufas construídas e 9 mil mudas em frutificação por ciclo. Venda é feita diretamente ao consumidor final

Marques de Souza - Cristina Stein e André Horn, de Lajeado, decidiram trocar de profissão no início de 2019. Em uma área de terras localizada em Picada Flor, interior de Marques de Souza, montaram em junho a primeira estufa para produzir morangos sem agrotóxicos. 

Cristina trabalhava como Design de Interiores e André na área da Construção Civil. São cultivadas as variedades Monterey e Albion, ambas da Espanha, e San Andreas, de origem Argentina.

Hoje são três estufas construídas e 9 mil mudas em frutificação por ciclo. Conforme Cristina existem  duas remessas de mudas, uma entregue a partir de março e outra a partir de junho. “Após o plantio a produção inicia entre 60 e 90 dias.”

O casal cuida de todos os processos, desde o plantio, limpeza, controle sanitário, colheita, seleção, embalagem e venda. “Acreditamos que a dedicação, carinho e compromisso com o cliente ajudam a fidelizar”, destaca André.

A venda é feita direta para consumidor final em embalagens de 1 kg ao valor de R$ 28. Outro diferencial está no sabor, o qual está relacionado a vários fatores como, adubação, manejo e clima.

“O controle das pragas é feito através de produtos biológicos. Somos totalmente contra o uso de agrotóxicos. E fazemos questão de colocar nas nossas embalagens que oferecemos um produto natural.”

Além dos morangos, devido a grande demanda e procura por alimentos saudáveis, outras culturas estão sendo acrescentadas como verduras, aipim e frutas cítricas.

 

Alimentos saudáveis

O prefeito Fábio Mertz (PP) visitou a propriedade para conhecer o cultivo. “As pessoas cada vez mais buscam por alimentos saudáveis, livres de agrotóxicos. Este é um exemplo fantástico, onde os produtores aliam a preservação da natureza, dos recursos naturais e a saúde, tanto quem trabalha como de quem consome.”

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Agricultura e Meio Ambiente

Cheque Leite distribui mais de R$ 168 mil

Programa beneficia 164 famílias. Juntas produziram 8,9 milhões de litros e movimentaram R$ 16,7 milhões

Marques de Souza – Com o objetivo de reconhecer a importância do setor para a economia e do trabalho exercido pelas famílias, a Secretaria da Agricultura começa a organizar a distribuição do Cheque Leite.

Conforme o secretário Diego Bazzo, a entrega dos valores ocorre a partir de abril. “O bônus repassado ao produtor equivale a 1% do valor movimentado e registrado em seu talão durante o ano de 2021. O valor mínimo de venda deve chegar a R$ 6 mil e com isso o retorno será de R$ 100.”, explica.

Este ano as 164 famílias beneficiadas receberão um montante de R$ 168.120,00. Juntas produziram 8.904.722 litros e movimentaram R$ 16.717.505,13. Para Bazzo o auxílio é importante diante do cenário que a cadeia produtiva enfrenta nos últimos meses.

“Os custos estão bem elevados e o preço estagnado ou mesmo em queda. Com este cheque será possível investir na compra de sementes forrageiras, insumos, equipamentos ou mesmo na infraestrutura para melhorar a produtividade e a qualidade do produto e consequentemente os lucros.”

  

Cadeia importante

Segundo o prefeito Fábio Mertz (PP) a cadeia leiteira é muito importante para a economia do município, com grande impacto social e a que mais envolve produtores no meio rural.

Tendo em vista a constante oscilação dos preços e do valor dos insumos, a prefeitura criou o incentivo para equilibrar os custos e até elevar um pouco os ganhos.

“O setor leiteiro é o mais frágil em comparação com os demais como aves e suínos, onde as integradoras oferecem mais subsídios e estabilidade. Este valor que repassamos é uma forma de motivar, elevar os ganhos e até proporcionar a sucessão.”

 

Números:

Litros

8.904.722

 

Movimentação financeira

R$ 16.717.505,13

 

Valor distribuído

R$ 168.120,00

 

Observação: referente aos 164 produtores cadastrados e beneficiados com o programa

Fonte – Secretaria da Agricultura

 

Foto Divulgação

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Agricultura e Meio Ambiente

Família aplica R$ 1,3 milhão em aviário.

Com nova estrutura propriedade passa a alojar 140 mil aves por lote e encaminha sucessão

Marques de Souza - Alcione Zangalli, de Picada Serra, atua na criação de frangos faz 31 anos. Começou alojando 8 mil aves em um aviário. Há oito anos construiu um primeiro aviário no modelo Dark House.

Com incentivos da prefeitura, ele vai construir mais um e com isso passa a alojar 140 mil frangos por lote. Será aplicado um valor de R$ 1,3 milhão na estrutura. “Com certeza este auxílio é primordial e sem ele nem teríamos condições de o fazer. O produtor se tornou um empresário e geramos mais retorno que muitas empresas.”

Zangalli foi escolhido pela integradora pelo terceiro ano consecutivo como avicultor destaque. A conquista motiva novos investimentos e com foco na permanência do filho Cristian, 16. “Aqui ele terá qualidade de vida e estabilidade financeira, sendo dono do negócio.”

Tecnologia

Pelo sistema adotado, Zangalli tem o controle do aviário durante as 24h do dia na palma da mão, além de garantir ganhos como melhor conversão alimentar, menor taxa de mortalidade e redução no tempo de alojamento.

As aves ficam entre 30 e 32 dias e são abatidas com média de 1,4 quilos. Toda produção é exportada. “Temos menos trabalho, mais eficiência, ganhamos em produtividade e melhor remuneração.”

 

Capacidade para empreender

O prefeito Fábio Mertz (PP) visitou a terraplenagem concluída nos últimos dias. “Aqui teremos a sucessão garantida. Este é o objetivo, criar renda e proporcionar qualidade de vida para os jovens empreender e ficar no campo.”

Nos últimos meses 14 projetos já foram concluídos e terão a capacidade de alojar 1.350.000 frangos por lote, o que representa um aumento de 60% do setor. Como forma de auxílio, a prefeitura faz o serviço de terraplenagem (são 1.5 horas a cada 10m2 construídos).

 

Foto Giovane Weber/FW Comunicação

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